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Há 13 anos
Não é para menos a minha indignação. Os traficantes hoje são tudo espertalhões e malandrões, cheios de artimanhas para desviar a polícia e chegar ao consumidor. Mas me espanta ver que tanta esperteza acaba na hora que eles precisam fazer um esforcinho, bem pequenininho, para relembrar a infância. Se bem que, olhando desse ângulo, como será que foi a infância deles?
A moda agora é pegar os feios. Nada de um moreno, alto, de olhos verdes ou um loiro, bronzeado com pinta de surfista. A onda agora é dar chance aos que antes ficavam na sombra dos bonitões. O mercado dos quatro olhos, com pochete e branquelos está em alta. Já os 'colírios' estão por baixo. Pode parecer brincadeira ou maldade da minha parte, mas é a mais pura verdade.
Tudo começou há um pouco mais de 27 anos. Se era para ter um final feliz? Olha, bem provável que não. Na realidade, não era nem para começar, mas começou. Dizem que os amores verdadeiros vem sem avisar, te pega desprevinido e domina pra sempre o coração.
Quando me perguntavam, alguns anos atrás, o que eu queria da minha vida, eu respondia com a maior convicção: sucesso profissional. Eu sempre tive em mente: fazer uma boa faculdade, trabalhar numa grande empresa, estabilidade financeira. Hoje, apenas alguns anos depois dessa resposta ridícula, a verdade é bem diferente.
Se meus olhos tirassem fotos, eles tirariam fotos só dos seus olhos. Desses olhos que não têm rosto, não têm corpo, não têm dono. E se eu pudesse ao menos descobrir, dentre os outros, de onde vem esse olhar, eu não piscaria, eu não dormiria. Eu não ousaria.
E eu, que sempre fui a favor do novo, não quis mais mudar. Quis ficar daquele jeito para sempre. Quis que nada tivesse mudado. Nem você, nem eu. Quis que aquele cheiro, aquela sensação durassem para sempre.
Ela era laranja, sem as pintinhas pretas e eu a apelidei carinhosamente de Albina (o albinismo nas joaninhas se deve à ausência de pintas, juro!). Eu a adotei. Quando cheguei hoje cedo, ela estava caminhando no meu computador, conhecendo a área, sabe? E eu, como sempre, resolvi brincar com a joaninha. Ela voou e eu achei que ela tinha me deixado, mas por sorte, a encontrei no carpete estampado. Resolvi colocar ela no meu monitor porque o dever me chamava.
Ninguém acredita. Ninguém. É só eu falar 'Eu não gosto ué!' e já me condenam mais que o Hitler. Não gosto. Qual o problema? Já tentei. Juro. Eu já me esforcei para gostar, mas não sei o que acontece. Nossos santos não se batem. E ponto. Tem certas coisas que não mudam. Eu queria gostar, mas não gosto.
Adoro ser ridícula. Adoro o fato dos meus amigos serem os seres mais ridículos da face. Adoro. Assim, simples. O ridículo é o que me diferencia frente a um mar de pessoas comuns, sem graça, com medo de mostrarem quem são e serem consideradas 'ridículas'. Não ligo. Aliás, eu faço questão de ser ridícula.
Estranho é dizer que sinto sem saber o que. É o despertar de algo indefinido, algo que supostamente não deveria existir. A flor desabrocha antes do tempo e simplesmente não sei como lidar com isso...
